Rede D’Or abre hospital Vila Nova Star de alto luxo em São Paulo

Nos último anos ficamos habituados a escutar que quando uma personalidade brasileira  precisava de tratamento de saúde procurava ou o Hospital Israelita Albert Einstein ou o Sírio-Libanês, ambos paulistas. Personalidades como Lula, Dilma, Bolsonaro, etc. foram algumas das muitas que foram atendidas neles. Mas a Rede D’Or quer mudar isso com o hospital Vila Nova Star.

A Rede D’Or está investindo mais de R$ 1 bilhão no lançamento de uma nova bandeira de hospitais – a STAR – para aumentar a briga pelos pacientes de maior renda.

Apesar dos números expressivos da carioca Rede D’Or, do empresário Jorge Moll, com um faturamento de R$ 10 bilhões em 2018 e uma operação espalhada por 42 hospitais e 35 clínicas oncológicas, sendo proprietária de 6,6 mil leitos dos cerca de 30 mil oferecidos pelos hospitais privados, a Rede quer crescer ainda mais.

O primeiro empreendimento com a nova bandeira STAR é o hospital Vila Nova Star, que custou R$ 350 milhões, com previsão para entrar em operação em 28/05/2019. Em dois anos, uma torre foi erguida no meio da Vila Nova Conceição, bairro residencial nobre de São Paulo. Em sua volta, estão moradores endinheirados do Ibirapuera, Moema, Itaim Bibi, Jardins e Vila Olímpia.

No entanto, a busca por clientes de maior renda pela Rede D’Or começou antes, mais especificamente em 2016 com o Copa D’Or no Rio de Janeiro. O próximo, em Brasília, é o DF Star, com lançamento previsto para junho de 2019.

Instalações do hospital Vila Nova Star – novo empreendimento da Rede D’Or

No Vila Nova Star, das amenidades aos equipamentos de altíssima tecnologia, os mimos estão por toda parte. Os apartamentos são equipados com sala de estar, televisão de 60 polegadas e mobiliário de madeira que esconde a fiação hospitalar. O aspecto é muito mais de um hotel do que de uma instituição de saúde. Um tablet para uso do paciente permite controlar a iluminação e o abrir e fechar das persianas. O tablet também possibilita chamadas médicas, traz a agenda de medicamentos e tratamentos e permite dar notas para médicos e enfermeiros.

O hospital terá uma equipe de 12 funcionários por leito. Mesmo nas instituições de referência esse número não costuma passar de 10.

No cardápio nada de comida de hospital! Ele é sofisticado e assinado pelo chef francês Roland Villard. Mesmo os pacientes com dietas restritivas encontrarão sabor nos pratos, garante o hospital.

 

Hospital Vila Nova Star é uma das unidades de luxo da Rede D'Or
Hospital Vila Nova Star é uma das unidades de luxo da Rede D’Or

Na UTI e no Pronto Socorro há espaço individual para tratamento, com capacidade para abrigar familiares. No caso do Pronto Socorro, o quarto tem banheiro e o paciente não precisa se locomover para outras salas para fazer exames de raio-X e de ultrassonografia. O tempo médio de um atendimento no PS deve ficar em, no máximo, uma hora e 20 minutos.

Na estrutura tecnológica, o destaque são os aparelhos de última geração, muitos deles inéditos no Brasil. A Cyberknife é um exemplo: um robô de radiocirurgia que faz a retirada de tumores do pulmão, fígado, próstata e cérebro. A precisão do aparelho permite que a recuperação do paciente, que antes levaria sete semanas, caia para quatro dias.

O hospital também conta com o primeiro equipamento de tomoterapia da América Latina. Ele permite à radioterapia atacar um tumor por diversas direções ao mesmo tempo. Nas espaçosas salas de cirurgia, chama atenção a iluminação que varia de acordo com o procedimento. Se a cirurgia não está sendo conduzida, a luz permanece num agradável tom de roxo. No momento da operação, a iluminação aumenta, mas sem ofuscar a visão dos médicos ou provocar reflexo nos computadores espalhados pela a sala. 

Luxo X qualidade médica: o ponto nevrálgico

Seja no hospital Vila Nova Star, no Albert Einstein ou no Sírio-Libanês o luxo é visto como uma forma de melhorar a experiência do paciente, com conforto e tranquilidade. Sem nenhum problema!

Mas o discurso unânime é que a prioridade permanece no tratamento clínico e na busca pelo melhor desfecho possível. E esse é o maior desafio enfrentado pela Rede D’Or. O grupo ainda persegue um reconhecimento de qualidade que seus principais concorrentes já possuem. O mais conhecido hospital da rede em São Paulo, o São Luiz, coleciona reclamação de clientes sobre o atendimento confuso, demorado e as dependências lotadas.

Nada melhor do que as palavras Francisco Balestrin, presidente da Federação Internacional de Hospitais, sediada em Genebra:

“Esse é um projeto de exceção. Em nenhum lugar isso é o padrão.Mas, com todo o luxo, o hospital seria uma ostra sem uma pérola se não houvesse tecnologia de ponta e uma equipe médica capaz de utilizar esses equipamentos.”

 

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