Plano de saúde empresarial – o que você precisa saber antes de contratar

Muitos empresários gostariam de contratar um plano de saúde empresarial pois já perceberam o que uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência para o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apenas confirmou: em nosso país 95% das pessoas consideram muito importante a oferta do plano de saúde para decidir entre um emprego e outro. Além disso, outras pesquisas apontam que o plano é o segundo item mais valorizados pelos colaboradores, ficando atrás apenas do salário.

Parece claro que oferecer um bom plano de saúde traz vantagem competitiva tanto na contratação quanto na retenção de bons colaboradores. O que não é tão claro é como contratar um plano de saúde empresarial sem prejudicar as contas da empresa pois um levantamento da consultoria Mercer Marsh Benefícios feito em 2015 com 513 empresas de 30 segmentos mostrou que o plano de saúde respondia por 11,5% dos custos com a folha de pagamento…

É exatamente sobre como contratar um bom plano de saúde empresarial sem comprometer as contas da empresa que vamos falar.

Os dados que a empresa deve levantar para contratar um plano de saúde empresarial

Sun Tzu tem uma famosa frase que se aplica inteiramente na contratação de um plano de saúde empresarial:

  • “Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”

Embora o plano não seja inimigo (muito pelo contrário…), a cada ano o empresário travará uma “batalha” com a operadora dele relacionada ao reajuste e ao valor futuro das mensalidades. Por isso, é fundamental conhecer a “si mesmo” no sentido de conhecer dados de seus colaboradores para poder ter uma condição de negociação melhor.

Cabe ao empresário levantar alguns dados antes de contratar um plano ou negociar o valor do reajuste. São eles:

Número de colaboradores/ dependentes e idade deles

A primeira coisa a ser feita é levantar a quantidade de pessoas que serão beneficiadas, se dependentes serão incluídos e a idade de todos.

Essa informação é muito importante pois:

  • Independentemente do plano, as mensalidades sempre são calculadas em função das idades;
  • o cálculo do reajuste varia conforme a quantidade de vidas (colaboradores) seguradas: contratos com até 29 vidas são reajustados anualmente de forma diferente de contratos com 30 ou mais vidas;
  • possíveis prazos de carência;
  • reajustes decorrentes de mudança de faixa etária.

 

Perfil dos colaboradores

A segunda coisa a ser feita, e é nela em que muitos empresários falham e acabam pagando mensalidades maiores do que precisariam ou então sofrem com reajustes elevados, é realmente conhecer o perfil de sua força de trabalho. Isso significa saber:

  • Número de colaboradores com doenças crônicas;
  • Bairros onde moram a maior parte dos colaboradores;
  • Frequência de viagens dos colaboradores entre cidades e estados;
  • Percentual de colaboradoras e dependentes mulheres sobre o total;
  • Etc.;

É conhecendo o perfil dos colaboradores que a empresa decidirá características importantes do plano e que refletirão diretamente no valor da mensalidade:

  • Cobertura regional ou nacional: empresas cujos funcionários moram numa mesma região podem optar por planos com redes de atendimento regionais, que custam cerca de 30% menos do que um de rede nacional.;
  • Coparticipação dos funcionários na mensalidade ou não;
  • Cobertura para obstetrícia (parto) ou não;
  • Internação em quarto coletivo ou particular;

Reajustes muito elevados – como evitar

O reajuste anual é maior dor de cabeça do empresário em relação ao plano de saúde empresarial. No início, os planos empresariais costumam custar bem menos que os planos individuais/ familiares com as mesmas características. Mas na medida que ano a ano são reajustados…

Para evitar ter um alto reajuste é preciso que os colaboradores façam uso racional do plano. E para que isso aconteça, a empresa deve ser proativa.

Algumas medidas que podem ser adotadas pela empresa para incentivar o uso racional do plano:

  • Estabelecimento de coparticipação dos colaboradores: eles arcam com um pequeno valor a cada consulta ou exame;
  • Divisão da mensalidade do plano com os colaboradores;
  • Estabelecer programas de prevenção e de qualidade de vida que, inclusive, são oferecidos em parceria por algumas operadoras de plano;
  • Solicitar relatórios periódicos de gastos médicos e detectar problemas antes que eles se agravem: qualidade do ar, ergonomia, etc.

Como o reajuste é calculado para o para plano de saúde empresarial

Nesse tipo de plano o reajuste anual não é controlado pela ANS. Na verdade ele é negociado livremente entre a empresa e a operadora do plano de saúde empresarial (ver observação abaixo).

Independentemente do número de vidas beneficiado, na prática quanto mais caros forem os tratamentos feitos pelos colaboradores no período de um ano, maior tenderá a ser o reajuste do plano.

Observação:

Dependendo do número de beneficiários do plano o reajuste pode levar em conta o custo dos tratamentos feitos apenas pelos colaboradores da empresa ou então levar em conta a sinistralidade de toda a carteira da operadora:

  • Planos com até 29 beneficiários: há uma regra específica para o cálculo do reajuste anual determinada pela ANS através da Resolução Normativa 309/2012: desde maio de 2013 os contratos com até 29 beneficiários são agrupados no chamado “agrupamento de contratos” (ou pool de riscos) no qual será calculado um percentual único para todos eles;
  • Planos com mais de 30 beneficiários: o reajuste é negociado caso a caso com a empresa, conforme variação de custos médicos, índice de sinistralidade e mudança de faixa etária. Como são livremente “negociados” (definidos) pela operadora o percentual varia de um contrato para o outro.

O reajuste por sinistralidade é imposto pela operadora e é considerado ilegal por muitas entidades de defesa dos consumidores como o IDEC, por exemplo. De modo geral, o índice de sinistralidade é calculado com base no custo com serviços de saúde que ultrapassou 70% do valor pago pelo cliente, pois 30% da mensalidade costuma ser reservada pelas operadoras para gastos administrativos e margem de lucro.

Veja: matéria completa sobre reajuste do plano de saúde que publicamos

Migrando de operadora para reduzir o valor da mensalidade

Uma prática bastante útil para manter baixo os custos é rever o contrato com a operadora a cada dois ou três anos e, talvez, migrar para uma outra, quando a mensalidade torna-se muito elevada. Dessa maneira é possível manter a qualidade da rede de atendimento, mas com custo reduzido.

Ao contrário do que muitos empresários pensam, o plano de saúde não funciona como um seguro de carro em que quanto mais tempo com a seguradora melhor. No caso do plano, o reajuste é calculado anualmente e, dependendo da utilização, pode ser muito elevado.

Por isso, é muito válido rever o contrato e pesquisar preços com outras operadoras alguma frequência.

Até mesmo porque no caso do plano de saúde empresarial, a operadora tem direito de rescindir unilateralmente o contrato, desde que motivadamente. É sempre bom ter um trunfo na mão. Por isso, tenha sempre em mãos o contato de um bom corretor de plano de saúde.

Veja: matéria completa sobre como evitar reajustes elevados do pano de saúde empresarial que publicamos

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