Mercado de Planos de Saúde no RJ: As Maiores Operadoras em Números

O Rio de Janeiro tem 5.545.790 pessoas com plano de saúde médico-hospitalar, segundo os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar. É o terceiro maior mercado do país.

Mas o número que explica o mercado é outro: cinco operadoras concentram metade de tudo isso. Esta página mostra quem são, quanto cada uma tem, e o que esses números significam para quem vai contratar ou trocar de plano.

As 20 maiores operadoras do Rio de Janeiro

Dados da ANS referentes a junho de 2026, por registro de operadora:

#OperadoraBeneficiários no RJ
1Amil Assistência Médica Internacional831.914
2Bradesco Saúde587.676
3SulAmérica Companhia de Seguro Saúde509.610
4Assim Saúde (Grupo Hospitalar do Rio de Janeiro)439.473
5NotreDame Intermédica Saúde389.325
6Appai (Associação Beneficente dos Professores Públicos)363.325
7Unimed do Estado do RJ — Federação172.524
8Klini Planos de Saúde144.055
9Bradesco Saúde — Operadora de Planos132.629
10Porto Seguro — Seguro Saúde124.491
11Leve Saúde116.616
12Associação Petrobras de Saúde — APS102.561
13Unimed de Macaé91.495
14Unimed CNU — Cooperativa Central84.354
15Unimed São Gonçalo — Niterói83.757
16Unimed Seguros Saúde81.527
17SulAmérica Paraná Clínicas71.245
18Prevent Senior69.183
19Unimed de Volta Redonda62.951
20Samedil62.820

Uma observação importante para ler essa tabela: ela lista registros de operadora na ANS, e um mesmo grupo econômico pode ter mais de um. A Bradesco Saúde, por exemplo, aparece duas vezes — nas posições 2 e 9 —, e somadas daria mais de 720 mil vidas. Isso vale para outros grupos também.

Metade do mercado está em cinco operadoras

A concentração é o traço mais forte do mercado carioca:

GrupoBeneficiáriosParticipação
As 5 maiores2.757.99849,7%
As 10 maiores3.695.02266,6%
As 20 maiores4.521.53181,5%
Total do estado5.545.790100%

Os 18,5% restantes se espalham por centenas de operadoras — e a maior parte delas são cooperativas e autogestões de outros estados, com algumas dezenas ou mesmo com um único beneficiário no Rio, atendendo vínculos pontuais.

O que isso significa na prática: quando você compara planos no Rio, está comparando, quase sempre, produtos de meia dúzia de empresas. Operadora pequena existe, mas costuma ter rede restrita e menos opções de abrangência — e é exatamente aí que vale olhar a rede antes do preço, em planos por hospital.

O Rio no mapa do país

Comparando os estados, com dados de agosto de 2026:

EstadoPlanos médicosPlanos odontológicos
São Paulo18.682.07412.487.271
Minas Gerais5.898.1173.293.588
Rio de Janeiro5.567.5084.302.395
Paraná3.214.1522.128.185
Rio Grande do Sul2.663.3371.155.094
Goiás1.958.3711.026.287
Bahia1.747.1502.075.216
Santa Catarina1.743.5591.028.896

No país inteiro são 53,16 milhões de beneficiários de planos médicos e 37,31 milhões de odontológicos, distribuídos em 887 operadoras com beneficiários ativos. A cobertura nacional é de 24,9% da população — e o Rio está acima dessa média, já que tem menos habitantes que Minas e quase o mesmo número de beneficiários.

O crescimento está no odontológico

É a mudança mais nítida dos últimos doze meses:

Ago/2025Ago/2026Variação
RJ — planos médicos5.540.5815.567.508+0,49%
RJ — odontológicos3.927.0114.302.395+9,56%
Brasil — planos médicos52.336.50853.164.516+1,58%
Brasil — odontológicos34.128.36337.311.529+9,33%

O plano médico no Rio ganhou 26.927 beneficiários em um ano. O odontológico ganhou 375.384 — quatorze vezes mais, num mercado menor.

A leitura é direta: plano médico no Rio virou mercado de substituição, não de expansão. Quem entra, em geral, está saindo de outro. Já o odontológico ainda conquista quem nunca teve — e a diferença de mensalidade explica: é produto que cabe onde o plano médico não cabe. Veja um exemplo em plano odontológico Assim DentSim.

Três de cada quatro planos são empresariais

Por tipo de contratação, em agosto de 2026:

Tipo de contrataçãoBeneficiários (planos médicos)Participação
Coletivo empresarial38.977.82773,3%
Individual ou familiar8.350.30215,7%
Coletivo por adesão5.813.79510,9%

O plano individual, que é o mais protegido por lei, é menos de um sexto do mercado. É nele que a ANS fixa teto de reajuste e que a operadora quase não pode rescindir o contrato — e é justamente o que as operadoras menos oferecem.

Os outros 84% são coletivos, onde o reajuste é negociado e não tem teto da ANS. Essa é a troca central do mercado: mensalidade inicial menor, menos proteção depois. Os dois lados estão em tipos de plano de saúde e em reajuste do plano de saúde.

E há uma proteção nova que muda essa conta, sobretudo para quem contrata por CNPJ familiar: desde março de 2026, por decisão vinculante do STJ, contrato coletivo empresarial com menos de 30 beneficiários só pode ser rescindido pela operadora com motivação idônea. Contrato pequeno ficou mais protegido que contrato grande — veja rescisão unilateral de plano de saúde.

Quase um terço do mercado troca de plano por ano

É o número que mais surpreende, e o mais útil para quem está insatisfeito com o plano atual. Em doze meses até agosto de 2026, nos planos médicos do país:

  • 16,1 milhões de adesões
  • 15,4 milhões de cancelamentos
  • saldo líquido de apenas 683 mil
  • rotatividade anual de 29,41%

O mercado cresceu pouco mais de meio milhão de pessoas, mas movimentou trinta milhões de entradas e saídas para chegar lá.

Trocar de plano é normal, não é exceção. Se o seu reajustou acima do que você pode pagar, ou se a rede mudou, você não está diante de uma decisão incomum — e trocar não significa recomeçar a carência. É para isso que existe a portabilidade de carências.

Um movimento recente que vale conhecer

Números de mercado parecem abstratos até que uma operadora saia dele.

Em 13 de maio de 2025, a ANS decretou a liquidação extrajudicial da Golden Cross, operadora tradicional no Rio, encerrando suas atividades. Havia cerca de 32 mil beneficiários em planos médico-hospitalares e 18 mil em odontológicos, todos em contratos coletivos empresariais.

Eles receberam direito a portabilidade especial de carências — contratar outra operadora sem nova carência e sem cobertura parcial temporária —, com prazo de 60 dias.

A lição prática: antes de assinar, vale consultar a lista de operadoras em regime especial de liquidação e o monitoramento de planos com comercialização suspensa, que a ANS publica de graça. As duas consultas estão explicadas em contratar plano de saúde, e quem é quem no setor em os participantes do mercado.

O que esses números mudam para quem mora no Rio

O mercado é mais concentrado do que parece. Meia dúzia de operadoras responde por metade das vidas do estado — então comparar “todos os planos” é menos trabalhoso do que soa. O que varia muito, dentro de cada operadora, é a rede e a abrangência.

Se você não tem CNPJ nem vínculo com entidade, está disputando 15,7% do mercado. Vale conhecer os outros dois caminhos antes de aceitar o preço do individual: o coletivo empresarial, acessível até por MEI, e o coletivo por adesão, pela sua entidade de classe.

Operadora grande não é sinônimo de melhor — e operadora pequena não é sinônimo de arriscada. O que importa é a rede que atende você e a situação da operadora na ANS. Mas o tamanho ajuda a entender a rede: as maiores têm mais hospitais e mais opções de abrangência.

Os preços praticados hoje no estado estão nas tabelas de preço de planos de saúde no Rio de Janeiro, e a consulta por idade em preço de plano de saúde no RJ.

Próximo passo

Números de mercado servem para contexto; a decisão é sempre do seu caso concreto.

Me diga quantas pessoas, a idade de cada uma e o hospital onde você quer ser atendido — eu respondo com os planos que atendem isso hoje no Rio e o preço de cada um. A assessoria é gratuita: você paga a mesma mensalidade que pagaria contratando direto na operadora.

Fontes e datas

  • Beneficiários por operadora no Rio de Janeiro: ANS TabNet, base SIB/ANS/MS, competência junho de 2026, carga de agosto de 2026. Total do estado: 5.545.790.
  • Totais nacionais, tipo de contratação, cobertura e número de operadoras: ANS, Dados Gerais do setor.
  • Beneficiários por unidade federativa e variação anual: base SIB/ANS, competência agosto de 2026.
  • Liquidação extrajudicial da Golden Cross: resolução da ANS publicada no Diário Oficial da União de 13/05/2025.
  • STJ, Tema 1.047, 2ª Seção, março de 2026.

O termo “beneficiário” se refere a vínculos com planos de saúde: uma mesma pessoa pode ter mais de um vínculo. A ANS revisa as séries conforme as operadoras corrigem informações. Página atualizada em outubro de 2026.

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